ALTERAÇÕES DE EQUILÍBRIO EM PACIENTES COM DOENÇA DE PARKINSON

Publicado em 16 de julho de 2016

12/07/2016 – Por Gustavo Gonçalves

A Doença de Parkinson (DP) é neurodegenerativa, crônica e progressiva. Ela ocorre pela perda de neurônios dopaminérgicos, que são responsáveis pela produção de dopamina. A dopamina é responsável por controle motor, produz movimentos voluntários, coordenação motora, cognição e emocional. Com a diminuição desses neurônios podem desencadear manifestações clínicas principalmente motoras, como: tremor, movimentos lentos, marcha com passos curtos e rigidez, essas manifestações podem gerar alterações posturais e déficit de equilíbrio estático e dinâmico.

A partir do estágio dois da Escala Modificada de Hoehn e Yahr (estágio moderado) o paciente de DP apresenta déficit de equilíbrio. É comum que o indivíduo com DP apresente interação deficitária dos sistemas responsáveis pelo equilíbrio corporal, consequentemente o indivíduo apresenta comportamento motor adaptativo, tendendo a deslocar o centro de gravidade para frente, déficit muscular, instabilidade postural, diminuição do movimento de alcance, aumento do número de passos e diminuição da velocidade de marcha (ROGRIGUES-de-Paula et al., 2015).

A progressão da doença torna o paciente incapaz de realizar movimentos compensatórios para readquirir a estabilidade estática e dinâmica do corpo, promovendo situações de quedas. Um dos momentos que o paciente perde o equilíbrio propiciando as quedas são os congelamentos e as alterações da marcha. Os pacientes de DP são indicados para fisioterapia, pois os profissionais propõem condutas dentro do diagnóstico clínico e fisioterapêutico, a junção de fortalecimento muscular dos membros inferiores, de treino de equilíbrio e de exercícios desafiadores do equilíbrio em superfícies irregulares e inconstantes, gerando resultados positivos na melhora do equilíbrio em indivíduos afetados pela DP (ROGRIGUES-de-Paula et al., 2015).

A fisioterapia não visa somente tratamento para o equilíbrio, mas nas necessidades que o paciente precisa melhorar, como: a instabilidade postural, condições musculares, proporcionar estimulação cognitiva durante os exercícios, qualidade da marcha e principalmente independência funcional. Procure seu fisioterapeuta e maximize seu equilíbrio, aumentando assim, sua qualidade de vida!

Referências:

ROGRIGUES-de-Paula, F. et.al. Evidências Científicas de Intervenções Fisioterapêuticas na Doença de Parkinson. Profisio Neurofundamental. Ciclo 1,v.3,p.9-38, 2015.

Acadêmica de Fisioterapia: Jordana Táfla – Faculdade Pitágoras Belo Horizonte. Professora responsável: Janaine Cunha Polese CREFITO 4: 126820F.

Fonte: http://asparmig.org/bradicinesia-lentidao-que-ocorre-em-pessoas-com-doenca-de-parkinson/